A Japan volta em pelo malhado e já está na loja

Adidas Japan

Cá na BStrong gostamos de modelos que já tinham história antes de darem à rua, e a adidas Japan é o caso perfeito. Nasceu como sapatilha de treino para os Jogos de Tóquio de 1964, viveu décadas quase em silêncio e reapareceu nos últimos anos como uma das silhuetas baixas mais fáceis de usar do catálogo Originals. Esta versão faz outra coisa: pega no perfil sóbrio de sempre e cobre-o de pelo malhado, castanho sobre branco, com os ilhós de cima em dourado. É o tipo de par que se vê primeiro e só depois se percebe.

A ficha

Adidas Japan

SKU
KK2674
Preço
129.90
Lançamento
15 de Agosto de 2026

De onde vem

De Tóquio 1964 até aos teus pés

A história começa em 1964, o ano em que os Jogos Olímpicos chegaram a Tóquio e em que a adidas entrou pela primeira vez no mercado japonês. A marca alemã queria estar presente naquele palco, e uma parte importante dos atletas japoneses competiu calçada de três riscas. Foi um momento de viragem: a partir dali, a adidas passou a ser uma referência dentro do desporto no Japão.

A Japan apareceu nesse contexto, integrada na linha de treino 6R que a marca preparou para os Jogos. Não era uma sapatilha de competição com pregos, era o par de trabalho, aquele que se calçava para aquecer, treinar e andar entre provas. O nome não podia ser mais direto: chamava-se Japan porque foi pensada para o Japão.

A primeira versão era feita em couro de canguru, um material que na altura se usava por ser fino e leve, e vinha em branco com vermelho, as cores da bandeira japonesa. A biqueira em camurça vermelha ligava ao painel dos ilhós, também vermelho, e os atacadores finos brancos fechavam o conjunto. A construção era rasa, quase sem espuma, uma sola fina colada a um corte muito baixo. Comparada com o que hoje se chama sapatilha de treino, parece um chinelo de couro. Comparada com as versões atuais, a diferença está sobretudo nos materiais e no acabamento: a silhueta manteve-se fiel.

A passagem do desporto para a rua fez-se pela mesma razão que salvou tantos modelos dos anos sessenta e setenta. Quando a tecnologia avançou e a Japan deixou de fazer sentido dentro de um pavilhão, sobrou aquilo que interessava a quem se vestia na rua: um perfil estreito, um bico ligeiro e um par que fica bem por baixo de calças largas. Passou a ser sapatilha de todos os dias, primeiro no Japão, depois na Europa.

O regresso a sério deu-se em 2020, quando a adidas recuperou a Japan dentro da City Series, a família de modelos batizados com nomes de cidades e países, ao lado de nomes como o Paris. De lá para cá tornou-se um dos modelos baixos com mais saída da casa Originals, e é sobre essa base que assenta esta edição em pelo malhado.

A cor

Pelo malhado, riscas em creme e ilhós dourados

Este par pertence ao pack em cow print que a adidas preparou para 2026 com três silhuetas: a Japan, a Superstar e o Taekwondo. Todas partilham a mesma ideia, um corte em imitação de pelo curto com manchas castanho escuro sobre uma base branca, sem que duas peles fiquem exatamente iguais. É um exclusivo de mulher e chegou às lojas e ao site da marca a 15 de agosto de 2026.

Nos detalhes, a Japan é a mais contida das três. As três riscas laterais aparecem em pele lisa em tom creme, o que corta a textura do pelo e devolve alguma ordem ao desenho. A língua, o forro e a sola são pretos, e os ilhós do topo levam acabamento dourado, um pormenor pequeno que se nota quando calças o pé. Os atacadores fogem ao registo terroso e entram em azul, que é a única nota fria de todo o par.

Por dentro

O que se vê ao pegar no par

Tipo de atacador
Atacadores planos, cinco pares de ilhós, os do topo em metal dourado

A Japan é das silhuetas mais estreitas que a adidas mantém em catálogo: cano baixo, bico afilado e uma sola de borracha fina, sem plataforma nem espuma visível a levantar o calcanhar. Isso significa duas coisas na prática. A primeira é que o pé fica perto do chão, com uma sensação direta a andar, longe do conforto acolchoado de um running moderno. A segunda é que fica bem por baixo de qualquer calça larga sem criar volume no tornozelo. O fecho é por atacadores, com cinco pares de ilhós, os de cima em metal dourado. O corte em imitação de pelo pede o cuidado normal deste tipo de acabamento: escova macia no sentido do pelo e nada de molhar por gosto.

Há sapatilhas que se impõem pelo tamanho; esta impõe-se pela textura, e continua a caber por baixo de tudo.

No pé

Como usar

Com um par assim, a regra é simples: o ténis é a peça que fala, o resto acompanha. Funciona melhor com tons que já vivem dentro do próprio par, o creme das riscas, o castanho das manchas e o preto da sola, e ganha ainda mais se deixares o tornozelo à vista, porque a silhueta baixa merece ser vista inteira. Deixamos-te dois caminhos, um mais solto para o dia, outro mais arrumado para a noite de verão.

Ganga clara à hora do galão

Basic Straight Jeans Grey (nude-project) · top de alças branco em algodão canelado · Indiana Pacers NBA Graphic Navy T-Shirt (neweracap) · mala pequena em pele castanha · SCRIPT LOGO SOCKS DOUBLE PACK WHITE (vicinityclo) · Adidas Japan

Dobra a bainha da ganga uma única vez, logo acima do calcanhar, e deixa a camisa cair aberta sem enfiar nada. O creme da camisa liga às três riscas e o castanho da mala repete as manchas do pelo, por isso o azul dos atacadores acaba a rimar com a ganga em vez de ficar perdido.

Chocolate ao pôr do sol

calças fluidas em castanho chocolate com vinco · t-shirt branca justa de gola redonda · cinto fino em pele castanha · casaco leve de malha creme ao ombro · Adidas Japan

Enfia só a frente da t-shirt no cinto e deixa as costas fora, para a cintura ficar marcada sem apertar o conjunto. O castanho das calças pega nas manchas do pelo e transforma o padrão em textura, enquanto os ilhós dourados apanham a luz baixa do fim de tarde.

Disponível na loja

Adidas Japan

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